Estudantes da área da saúde têm uma espécie de pós-graduação para especialização em uma área da qual é formado, na qual o modelo se assemelha a um estágio, mas também conta com conteúdo teórico: a chamada “residência”. Muitos recém-formados procuram por uma residência em enfermagem para emendar a graduação e a especialização, de olho na ocupação de melhores oportunidades no mercado de trabalho e em aumentar as chances de contratação.
O objetivo dos programas de residência para enfermeiras e enfermeiros é o de formar profissionais técnicos-científicos mais preparados para a área escolhida no mercado de trabalho. Neste sentido, a residência é importante para a vivência da profissão e auxilia na carreira. Além de muitas instituições considerarem as horas da residência como experiência trabalhada, elas facilitam a busca de um novo emprego.
Onde fazer residência em enfermagem no Brasil
Os programas de residência no Brasil são oferecidos por hospitais ou instituições de ensino do nível superior que possuem uma clínica/hospital universitário ou têm parceria com algum instituto de saúde. Entre os que mais se destacam estão o do Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês, Instituto Nacional do Câncer, Faculdade de Ciência Médica Santa Casa de São Paulo, entre outros.
Quais as áreas para residência em enfermagem?
Para fazer a residência em Enfermagem o interessado deve escolher a área que mais lhe agrada e que deseja seguir carreira. São diversas possibilidades na área, mas o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) aponta algumas áreas que mais se destacam nos últimos anos. Veja:
• Enfermagem em cardiologia e hemodinâmica;
• Enfermagem do trabalho;
• Enfermagem clínico-cirúrgica;
• Enfermagem obstétrica;
• Farmacologia clínica;
• Cuidados intensivos;
• Enfermagem oncológica.
Como são os processos seletivos para residência em enfermagem
Os processos seletivos para ingresso nos programas de residência em Enfermagem podem ser bastante parecidos, mas sem deixar de lado a peculiaridade. A estrutura de cada um desses processos irá variar de acordo com os editais apresentados pelas instituições, mas geralmente podem apresentar três diferentes etapas: prova de conhecimentos gerais e específicos; análise de currículo; e entrevista.
As provas de conhecimentos gerais são compostas por questões vinculadas à saúde pública, língua portuguesa e códigos do Sistema Único de Saúde (SUS). Já nas de conhecimento específico há questões do conteúdo programático estudado na faculdade de Enfermagem, podendo ser fáceis, medianas ou difíceis.
A análise curricular e a entrevista são as duas etapas seguintes, onde vão avaliar as experiências anteriores dos candidatos, bem como seu rendimento na faculdade, e a desenvoltura para falar sobre os interesses e objetivos – seja por entrevista presencial ou online.
Quanto tempo dura a residência?
Os programas no Brasil têm, em média, dois anos de duração e exigem dedicação exclusiva por conta da carga horária cheia, por volta de 60 horas semanais. Desta carga horária, 80% dela (48h) é destinada a atividades práticas, enquanto os outros 20% (12h) são para atividades teóricas. Vale destacar que os residentes recebem uma bolsa de R$ 3.330,43, financiada pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Educação.
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