A presença de mulheres em cargos de presidência no Brasil alcançou 17% das organizações, de 2019 a 2022, segundo o Panorama Mulheres 2023. O estudo, realizado pelo Talenses Group em parceria com o Insper, mostra que as mulheres passaram de 13% a 17% dos CEOs do país. A expectativa é de que a proporção ultrapasse 20%”.
As mulheres eram 23% dos vice-presidentes do país em 2019 e chegaram a 34% em 2022. Em cargos de conselheiras, elas passaram de 16% para 21%. A única porcentagem que se manteve foi na diretoria, em 26%.
O Panorama Mulheres 2023 mostra que quanto maior é o porte da empresa, menor é a participação de mulheres na liderança. Ainda de acordo com o relatório, a maioria das presidentes no Brasil está em empresas de pequeno porte, familiares, de capital fechado e no setor de serviços.
Falta diversidade em cargos de liderança
Conforme a pesquisadora do Insper, Ana Paula Diniz, o aumento da liderança feminina é otimista, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido quando se trata de diversidade no C-Level em relação à falta de diversidade racial na liderança corporativa.
“Nossa intuição inicial era de que talvez a gente tivesse andado para trás, então esse avanço é um motivo para comemorar. Mas, se avançamos, não avançamos da mesma forma para todas as mulheres”, afirma a pesquisadora. Um dos caminhos para atingir a equidade racial e de gênero em cargos de liderança é ter mais mulheres como CEOs.
Mulheres líderes para se inspirar
Linda Yaccarino: a CEO do Twitter foi presidente do conselho de publicidade global e diretora de parcerias do conglomerado de mídia e entretenimento NBCUniversal (NBCU). Gerenciou uma equipe global de 2 mil pessoas que geraram bilhões em vendas de anúncios.
Ursula Burns: a CEO da Xerox é considerada a primeira mulher negra a dirigir e liderar uma corporação nos Estados Unidos. Em 2010 o ex-presidente Barack Obama nomeou-a como vice-presidente do Conselho de Exportação do Presidente.
Cher Wang: a Co-fundadora e presidente da HTC, empresa responsável por fabricar smartphones comercializados nos Estados Unidos, é considerada uma das mulheres mais poderosas do setor da tecnologia. Ela é a favor do uso da tecnologia na educação e ajudou 60 escolas de ensino médio a terem inclusão tecnológica.
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Ensino superior com bolsa de estudo
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