Um estudo realizado pelo Dieese – Departamento de Estatística e Estudos Socioeconômicos, revela que nem mesmo a recuperação financeira do país foi capaz de equilibrar os números relacionados às trabalhadoras negras que são as mais prejudicadas em toda escala ocupacional.
Muito se discute sobre igualdade e oportunidades, mas na prática, não é bem isso que está acontecendo, as pessoas negras ainda são as mais desfavorecidas no mercado de trabalho. Com o índice geral de desemprego registrado em 9,3% no segundo trimestre de 2022, o indicador das mulheres negras ficou em 13,9%. Para homens e mulheres brancas as taxas foram de 6,1% e 8,9% respectivamente, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) realizada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ainda sobre a taxa de desemprego, desde 2019 as mulheres negras lideraram o ranking no 2º trimestre, ficando sempre acima do índice geral.
Desigualdade no mercado de trabalho
Se para conseguir um emprego é difícil, ter uma renumeração justa é uma tarefa ainda mais complicada. A desigualdade salarial fica ainda mais evidente quando são os homens brancos que possuem os maiores rendimentos. Somente no segundo trimestre de 2022, a média salarial do homem branco foi de R$3.708, a mulher branca ficou em média com R$2.774, já os homens negros ganharam R$2.142 e a mulher negra R$1.715, o que é pouco mais de 46% em cima do rendimento dos homens brancos.
Com o mercado de trabalho formal com tantas desigualdades, a alternativa para muitas mulheres negras é procurar ocupação em trabalhos desprotegidos, onde não possuem os benefícios da Carteira de Trabalho assinada, não há contribuição para o INSS, muitas vezes sem direitos a férias, entre outros benefícios trabalhistas. As mulheres negras somam 47,5% no trabalho desprotegido, os homens negros 46,9%, mulheres brancas, 34,9% e homens brancos 34,5%.
Um outro dado que retrata essa questão é a distribuição dos cargos de chefia, onde – infelizmente-, ainda há uma presença ainda menor. As mulheres negras representam 2,1%, mulheres brancas 4,7%; homens negros 2,3% e homens brancos 5,6%. Esses dados são preocupantes principalmente pelo fato de que a população brasileira é de maioria negra, correspondendo a 55,8% de todo país.
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*Com informações do G1.

