Fazer terapia traz inúmeros benefícios
para a vida das pessoas. E se engana quem pensa que esse tipo de tratamento é
exclusivo de quem está passando por momentos de sofrimento. A psicoterapia é
indicada para todos e tem ganhado cada vez mais espaço devido ao nosso estilo
de vida atual.
No caso dos
adultos, acordar
cedo, correr para o trabalho, estudar, tudo isso enquanto cuida dos filhos
e da família, pode gerar frustrações e esgotamento físico e mental. Para as
crianças e adolescentes, a pressão escolar, casos de bullying e até mesmo a
baixo autoestima
podem, também, trazer problemas psicológicos. Para os mais idosos, problemas de
saúde e o próprio envelhecimento podem exigir o acompanhamento terapêutico.
A verdade é que não existe vida perfeita, mesmo que
isso pareça possível no Instagram. E às vezes temos comportamentos que julgamos
ser de nossa personalidade, mas que na verdade são resultados de traumas,
problemas e limitações de cunho psicológico. É para nos ajudar a entender e a
lidar com essas situações que as terapias são necessárias.
Como escolher a melhor linha terapêutica?
O primeiro passo
para começar uma análise psicológica e
terapêutica é procurar profissionais da área. Evite fazer essa escolha se
baseando em número de seguidores e popularidade, e tente encontrar
profissionais graduados
em Psicologia, que possuam a formação adequada para trabalhar na área.
Outro ponto a
ser levado em consideração é a linha de
tratamento. Nem todo psicólogo
atua da mesma forma, alguns atuam conforme a vertente comportamental, enquanto
outros podem seguir a humano existencial ou o pilar psicodinâmico. Confira a
diferença entre eles:
Comportamental
Se divide em:
Análise do comportamento: baseada no
behaviorismo, analisa o comportamento dos pacientes e suas interações com o
meio. O objetivo é ajuda-los a encontrar a causa do seu comportamento e
auxiliar no seu enfrentamento.
Terapia cognitivo comportamental (TCC):
enfatiza o pensamento do indivíduo e como ele pode influenciar nos sentimentos,
comportamentos e emoções.
A psicoterapia, aqui, ajuda o paciente a entender suas crenças e as ações
provenientes delas.
Humano Existencial
Se divide em:
Humanista ou transpessoal: nessa
vertente, o psicólogo atua em busca de um ambiente acolhedor, que permita que o
paciente alcance suas qualidades e reconheça suas dificuldades. Ela trabalha
muito a questão da auto aceitação e é indicada para questões ligadas à
autoestima.
Fenomenológica: essa linha terapêutica
foca no indivíduo como forma única, enfatizando suas atitudes e buscando
entender a razão da sua existência.
Gestalt: provoca insights que permitem que o paciente reflita sobre suas ações.
Nessa vertente, o psicólogo presta atenção na fala, no tom de voz, gestos e
outras linguagens corporais das pessoas.
Psicodrama: baseia-se em aspectos do teatro
para encenar vivências e resgatar a essência dos pacientes. Essa modalidade é
mais lúdica e permite reviver e aceitar o passado, sendo indicada para pessoas
que têm dificuldade em explicar situações e desconfortos.
Logoterapia ou análise existencial: essa psicoterapia tem o foco na busca do
sentido e ajuda os pacientes a superar crises existenciais e a encontrar
respostas para dilemas profundos.
Psicodinâmica
Dentro da
Psicodinâmica, está a Psicanálise.
Muito conhecida em todo o mundo, ela tem como estratégia o uso da associação
livre, que dá ao paciente a liberdade de falar sobre si sem nenhuma
intervenção.
Dentro da Psicanálise
existem outras linhas. Conheça:
Freudiana ou psicanálise ortodoxa: o
paciente fica de costas para o analisa e fala livremente, sem interrupções.
Terapia Junguiana: também conhecida
como psicologia analítica, ela tem como objetivo trabalhar o inconsciente e o
consciente, trazendo equilíbrio para os pacientes, que ficam livres para falar
o que desejam, enquanto o terapeuta tenta compreender, simbolicamente, o que
suas queixas representam.
Terapia Lacaniana: essa linha de
abordagem psicológica dá ênfase à exploração do inconsciente por meio da fala.
Aqui, o paciente fala livremente sem ser interrompido, e vez ou outra o
terapeuta repete suas falas para que ele possa ouvir, compreender e dar
significado ao que disse.
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