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Pesquisa aponta: gerações Y e Z sentem mais sofrimento emocional do que as outras

Depressão, crises de ansiedade, entre outros problemas de origem emocional infelizmente se tornaram ainda mais frequentes na sociedade nos últimos anos. As causas podem ser várias e envolver questões internas e também cobranças externas, que atingem em sua maioria, segundo apontam as pesquisas, as gerações Y e Z, ou seja, os nascidos entre, aproximadamente, 1981 e 1995 (também conhecidos como Millenials), e entre 1995 e 2010, respectivamente.
Entre todas as gerações, os indivíduos da geração Z são os que apresentam níveis de bem-estar social e emocional mais baixos. Ela engloba adolescentes que estão começando a sair da escola (oficialmente, seguindo as normas do Ministério da Educação – MEC, a conclusão da educação básica deve acontecer entre os 17 e 18 anos de idade), e os jovens adultos que estão dando início às suas carreiras profissionais (vivenciando a faculdade ou cursos profissionalizantes, e/ou descobrindo os desafios do mercado de trabalho).
Esta é uma fase de transição, como explicam os especialistas, e por isso pode envolver ansiedades, inseguranças e medos, que até são saudáveis, mas não quando em excesso. Esses sentimentos e sensações quando não limitados ocasionam o adoecimento dos indivíduos, tanto no nível físico quanto no psicológico, o que os leva aos antidepressivos.
Enquanto isso, os Millenials, os segundos colocados nesse pódio, estão sendo cada vez mais afetados pelo esgotamento mental, tensão emocional e estresse. Segundo pesquisadores, isso ocorre porquê esse público cresceu em épocas marcadas por grandes mudanças culturais e sociais, acompanhou de perto o desenvolvimento tecnológico e também uma quebra de paradigmas que o deixou mais otimista e idealista, o que resultou no aumento de expectativas profissionais e, atualmente, em decepções.
Situações que são gatilho para problemas emocionais na geração Y
As causas para o sofrimento emocional na geração Y são várias, estando entre elas:
- Desvalorização no trabalho
Essa geração de profissionais foi ensinada a dar o máximo de si para garantir os melhores resultados. Logo, quando se dedicam a oferecer o melhor em um determinado cargo, esperam reconhecimentos e crescimento. Quando isso não acontece, a frustração pode os atingir e deixá-los doentes.
- Baixa remuneração
Uma continuação do item anterior, mas aqui falamos especificamente dos salários. Trabalhar muito (às vezes fazendo mais do que deveriam), com dedicação e talento, para ganhar pouco não faz bem a ninguém, e ao contrário dos chamados baby boomers (aqueles que nasceram entre 1944 e 1964), que colocavam a carreira acima de tudo e aceitavam mais facilmente o que as empresas lhes ofereciam, os Millenials buscaram se especializar para ter uma vida melhor, garantindo aquilo que eles acreditam merecer. E baixos salários não estão nos planos.
- Desconstrução de falsas realidades
Quantas coisas ouvimos desde pequenos e crescemos sem questionar, como se fossem a mais pura verdade? Os millenials se tornaram questionadores e isso os leva a se frustrar com muitos acontecimentos, sentimento que seus parentes mais velhos não costumam ter. Um exemplo disso é a maternidade. Culturalmente as mulheres são ensinadas que ter um filho é mágico e a amamentação acontece de forma natural e indolor, mas embora o momento possa trazer muitas felicidades para a família, não é uma tarefa fácil criar uma criança e a geração Y tem deixado isso cada vez mais claro por meio das mídias sociais.
- Inseguranças pessoais
Especialistas consideram esse ponto como intrínseco à criação dessa geração. Formados por famílias que viam mais o lado prático da vida, os Millenials estão mais focados no emocional que nunca, e isso, num ambiente familiar formado por baby boomers, pode ser visto como uma fraqueza. Imagine crescer ao redor de pessoas diminuindo seus sentimentos o tempo todo? O resultado é a formação de adultos inseguros, que acreditam que não conseguem o que querem porquê são fracos, não merecedores e que não se esforçam o suficiente. E é por isso que eles estão sofrendo de Burnout, por exemplo.
Gatilhos para geração Z
A autoconfiança parece ser uma marca presente nos adolescentes e jovens adultos, assim como a criatividade. Entretanto, alguns pontos os fazem desenvolver problemas emocionais, estando entre eles:
- Medo do futuro
O Brasil de hoje em dia está longe de ser o ideal, e os mais jovens compartilham o receio de que este cenário continue igual nos próximos anos, ou que piore ainda mais.
- Solidão no “mundo real”
Essa geração hiperconectada tem muita facilidade em criar conexões por meio da internet, e a prova disso está nas mídias sociais, onde utilizam não só seus próprios perfis, mas também os famosos fakes para acompanhar fã-clubes e artistas que gostam, ou simplesmente criar uma nova realidade, longe dos problemas e ansiedades que os acompanham offline. Entretanto, no mundo real as conexões estão ficando cada vez mais frágeis e escassas. A facilidade em manter diálogos online não se faz presente longe das telas.
- Frustração profissional
Olha ela presente também na vida dos mais jovens. Criados pelas gerações Y e baby boomer, eles aprenderam que o sucesso socioeconômico e profissional vem com muito esforço. Entretanto, percebendo a realidade dos seus próprios pais e familiares, já entenderam que muitas vezes fazer faculdade pode não dar os resultados esperados, e muitos nem chegam a colocar essa etapa em sua lista de desejos, seja por falta de recursos financeiros ou porquê têm sonhado em seguir carreiras ainda consideradas “informais”, como a de influencer digital, por exemplo.
Leia também: O que significa cringe?
Estudar pode ser a solução
Apesar dos desconfortos emocionais que cada geração possui, a chave para dar uma guinada na vida e seguir um caminho que dê mais felicidade também pode ser encontrada nos estudos. Se você está frustrado pela carreira que seguiu e com o emprego que tem, que tal fazer uma transição de carreira? E você, mais jovem, se ainda não quer fazer faculdade, que tal investir em um curso técnico ou profissionalizante?
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