A história mundial suprimiu os feitos de diversas mulheres ao redor do mundo. No Brasil não é diferente e não estamos acostumados a conhecer essas personalidades marcantes na escola. Atualmente há um movimento maior para evidenciar o trabalho dessas mulheres em diferentes áreas, como a política, literatura, música, religiosidade, entre outros. A E+B Educação separou uma seleção de mulheres brasileiras que deveriam ser estudadas nas escolas e terem as suas histórias de vida como exemplo para todos nós. Confira:
Maria Firmina dos Reis
Nascida em São Luís do Maranhão, Maria Firmina é considerada a primeira mulher romancista do Brasil. Mulher negra e de família humilde, Maria Firmina era professora e, além de atuar com a literatura, destacou-se na luta educacional ao criar a primeira escola mista, para meninos e meninas, totalmente gratuita do Maranhão.
O seu primeiro romance, Úrsula, foi lançado em 1860 e retrata as suas ideias sobre a escravidão, além de dar voz aos personagens escravizados e demonstrar o pensamento cruel da sociedade elitizada da época.
Cora Coralina
Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas adotou o pseudônimo de Cora Coralina, o qual ficou conhecida. Ela escreveu seus primeiros textos ainda na adolescência, por volta dos 14 anos, mas só publicou o seu primeiro livro intitulado ‘Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais’ em 1965, aos 76 anos de idade.
Após a morte do seu marido, ela criou os quatro filhos desenvolvendo trabalhos como doceira e vendedora. Apesar de não ter concluído nem o ensino fundamental, suas obras são consideradas uma das mais importantes da literatura nacional.
Clementina de Jesus
Um dos principais nomes do samba no país, Clementina de Jesus só foi reconhecida pela grande mídia quando já estava com mais de 60 anos. Antes disso, ela trabalhava como empregada em lares cariocas. A sua trajetória musical é marcada pelo samba de 'partido alto', cantos ancestrais e corimás.
Apesar de ter sido descoberta tardiamente, ela marcou a história da MPB e encantou grandes nomes, como Milton Nascimento, Alceu Valença, João Bosco, dentre outros. Também chama de Quelé, Clementina tinha um magnetismo no palco com o seu público e arrebatava os corações por onde passava.
Chiquinha Gonzaga
A importância de Chiquinha abrange a sua atuação na música quanto nas lutas sociais. A sua carreira teve início ainda no segundo reinado, quando ficou conhecida pelos cânticos de valsas e polcas. Posteriormente, se dedicou a conhecer e divulgar os ritmos brasileiros, tendo sido autora de uma das primeiras, e mais conhecidas, marchinhas de carnaval, a canção Ó abre alas.
Aos 16 anos ela se casou, mas aos 18 optou pela separação, pois o marido não aceitava a sua carreira musical. Ao longo da sua vida esteve envolvida com a militância para abolição da escravatura, além de ter sido fundadora da primeira instituição no país dedicada a arrecadar e proteger direitos autorais.
Conceição Evaristo
Natural de Belo Horizonte, Conceição Evaristo cresceu em uma família pobre e precisou trabalhar como empregada e ainda conciliar as atividades com os seus estudos, que só conseguiu finalizar aos 25 anos. Posteriormente ela se candidata ao magistério e passa no concurso para cursar Letras na UFRJ.
Na década de 1990 ela estreia a sua carreira como escritora publicando algumas obras na série Cadernos Negros. Sua obra aborda, principalmente, a discriminação racial, social e de gênero. Entre as suas principais publicações estão Ponciá Vicêncio (2003), Becos da Memória (2006), Olhos d`água (2014), entre outros.

