Os dados mais recentes do Censo Escolar de 2024, divulgados nesta quarta-feira (9) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram mudanças significativas na educação básica brasileira. Um dos destaques do levantamento é o crescimento das matrículas em escolas públicas de tempo integral, que passaram de 18,2% em 2022 para 22,9% em 2024, alcançando 965 mil estudantes. O avanço reforça os esforços em ampliar o acesso à jornada ampliada de ensino, que contribui para a melhoria da aprendizagem e o desenvolvimento integral dos alunos.
Apesar desse crescimento pontual, o número total de matrículas na educação básica apresentou uma leve queda de 0,4% em relação ao ano anterior, com 47,1 milhões de estudantes distribuídos em 179,3 mil escolas pelo país. Isso representa 216 mil matrículas a menos em comparação com 2023. Outro dado que chama atenção é o aumento contínuo nas matrículas em creches após a pandemia. O número de crianças matriculadas subiu de 3,41 milhões em 2021 para 4,38 milhões em 2023, revelando a retomada da busca por atendimento na primeira infância.
Panorama da educação Quilombola e Indígena
A diversidade da educação também está presente nos dados de 2024. Segundo o Censo, cerca de 294,2 mil alunos estão matriculados em escolas com educação indígena, enquanto 279 mil estudantes frequentam instituições voltadas a comunidades quilombolas. Além disso, mais de 398,2 mil alunos são de áreas de assentamento da reforma agrária, reforçando o papel da educação como ferramenta de inclusão e cidadania em diferentes contextos sociais.
Crédito da Foto: Inep/Censo 2024
Rede estadual concentrou mais de 80% das matrículas do ensino médio em 2024
Ainda de acordo com o Censo 2024, o número de matrículas no ensino médio chegou a 7,8 milhões, um crescimento de 1,5% em relação ao ano anterior. A maioria dos alunos (82,5%) estuda durante o dia, enquanto 17,5% (1,4 milhão) frequentam o turno noturno. A rede estadual concentra 83,1% das matrículas, com 6,5 milhões de alunos, representando 95,8% da rede pública. A rede federal responde por 3,1% (243,6 mil alunos), e a rede privada, com cerca de 1 milhão de estudantes, tem participação de 13,2%.
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