A internet 5G já dá os primeiros passos em solos brasileiros. Algumas capitais do país já contam com a tecnologia, e o restante delas devem recebê-la até 29 de setembro. Até lá testes e instalações andam sendo feitos por todas as operadoras que têm atuação nacional. A ansiedade em torno dessa tecnologia é justificada pela promessa de uma internet até 100 vezes mais rápida do que a 4G, e também da possibilidade de conexão de mais aparelhos à mesma rede simultaneamente.
As primeiras cidades a receber o 5G foram Brasília, Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre. A população desses municípios já pode contar com uma conexão com velocidade ultrarrápida, que se espera que, no futuro, possibilite, por exemplo, um avanço tecnológico que nunca vimos, como carros que dirigem sozinhos, por exemplo. A nova geração de internet móvel deverá chegar a todas as cidades no Brasil até dezembro de 2029.
Como funciona o 5G?
Os sinais do 5G são transmitidos da mesma maneira como ocorre com o 4G e as demais gerações de internet da telefonia móvel: por meio de ondas de rádio, através de antenas, para transmitem sinais para os smartphones e demais aparelhos móveis (tablets e smartwatches, por exemplo). Entretanto, o que difere o 5G das demais gerações é que ela utiliza faixas de frequências maiores, possibilitando o alcance de maiores velocidades.
Essas faixas são as frequências em que a rede opera, uma espécie de estrada no ar pela qual irão circular os dados de internet. Com estradas maiores, mais carros podem transitar, e o mesmo ocorre com a internet. No Brasil foram leiloadas faixas de frequência em quatro bandas: 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz e 26 GHz. O leilão do 5G aconteceu em novembro de 2021, em Brasília, e foi realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel.
Diferenças entre 4G e 5G
A velocidade do 4G vai parecer obsoleta perto da atingida pelo 5G. Estima-se que para baixar um filme de 25 GB hoje, com conexão 4G, leva-se 35 minutos e 47 segundos. Com o 5G, esse tempo diminuiria para 21 segundos.
Além disso, haverá um tempo de resposta mais ágil entre dispositivos (de 1 a 5 milissegundos), e uma conexão mais estável, que possibilitará o avanço da telemedicina, por exemplo, e ajudará bastante quem é adepto do trabalho remoto, por exemplo, modalidade de trabalho que tem sido apontada como o futuro.
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*Com informações do G1

