A geração prateada, composta pelas pessoas com idade superior a 60 anos, é responsável por quase 20% do consumo no Brasil. Ainda assim, muitas marcas não estão preparadas para se comunicar com essa parcela que apresenta tendência de crescimento.
Em um contexto onde o país aparece como um dos que têm o envelhecimento populacional mais acelerado do mundo, ainda há uma dificuldade para muitas marcas entenderem como se preparar para falar com o consumidor maduro.
Mas tal necessidade é urgente e entender quem é a geração prateada e seus hábitos de consumo é fundamental para se conectar com essa faixa etária que possui mais 960 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da Organização Nacional das Nações Unidas (ONU). No Brasil, daqui a três décadas a geração prateada deve ocupar a sexta posição em maior parcela da população com mais de 60 anos de idade.
As mulheres da geração prateada são as que mais reclamam da falta de produtos e serviços voltados para idosos. As categorias mais demandadas são, respectivamente: vestuário, calçados e acessórios (56%); alimentos (40%); serviços de turismo (36%); cursos no geral (31%); soluções para adaptação da casa (28%); produtos de beleza e higiene pessoal (27%); e cursos de línguas e intercâmbio (22%).
Como preparar sua marca para falar com o consumidor maduro?
Entre as reclamações da geração prateada está a forma clichê de se comunicar com esse público, entre os quais estão linguagem sem emoção e cores neutras.
Diante da falta de representatividade, muitas pessoas da geração prateada não se veem amigas das marcas. Isso reflete no fato de que eles não se prendem mais a marcas preferidas. Assim, 52% das pessoas da geração prateada no Brasil não são fiéis a nenhuma marca e esse número aumenta para 74% entre aqueles com mais de 75 anos de idade.
Para reverter essa situação, confira algumas dicas para falar com o consumidor maduro:
1. Valorize a diversidade
Um grande equívoco ao criar propagandas para o público mais idoso é tratar como se os consumidores de 50 a 100 anos fossem um grupo uniforme. Conversar com essa geração exige um nível mais sutil e complexo de segmentação do público-alvo. As segmentações mais adequadas, segundo a consultoria Hype50+, são idade, gênero, capacidade física, emocional e cognitiva e estilo de vida.
Leia também: Geração prateada: como a tecnologia pode ajudar esse público?
2. Priorize imagens reais
Encontrar fotos que representem a realidade dos idosos é uma tarefa difícil nos bancos de imagens tradicionais. Por isso, o ideal é criar fotos novas. Caso não seja possível, uma solução é buscar na Getty Images. Esse banco de imagens tem parceria com a AARP (associação de aposentados), pioneira em disponibilizar fotos reais de pessoas com mais de 50 anos.
3. Foque na usabilidade
A usabilidade aliada ao design é muito importante para uma comunicação eficaz com as pessoas mais idosas. Assim, opte por usar letras grandes, cores fortes e com contraste para facilitar a leitura. Tratando-se de campanhas on-line, o recomendado é diminuir as etapas de fluxo de venda.
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