No dia 21 de
março é celebrado o Dia Mundial da
Infância, data criada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)
com o intuito de conscientizar a população, principalmente pais, responsáveis e
governantes, sobre a importância de oferecer uma boa formação educacional e
social para as nossas crianças.
O Dia Mundial da
Infância lembra, ainda, que todas as
crianças têm direito à liberdade e dignidade, e devem viver em ambientes
saudáveis, sem serem exploradas, agredidas e discriminadas. Ou seja, diferente do Dia
das Crianças, essa data não possui um caráter comercial, mas sim reflexivo.
O que dizem os dados
Segundo o Unicef,
em 2018 a cada 10 crianças, 6 viviam em situação de precariedade. Em 2023, a
instituição estipula que 32 milhões de crianças e adolescentes vivem na pobreza
no Brasil, de acordo com os dados obtidos na pesquisa "As Múltiplas Dimensões da Pobreza na
Infância e na Adolescência no Brasil", divulgada em fevereiro.
Para chegar a esses
dados, o Unicef, com apoio da Fundação Vale,
analisou sete dimensões: Renda,
Educação, Trabalho Infantil, Moradia, Água, Saneamento e Informação. Em 2021,
16,1% das crianças e adolescentes vivam em famílias com renda abaixo da linha
de pobreza, o maior nível dos últimos cinco anos.
No que tange a
alimentação, houve um aumento de quase 40% no número de crianças e adolescentes
privados da renda necessária para uma alimentação
adequada. Além disso, a taxa de analfabetismo entre as crianças dobrou: de
1,9% em 2020 para 3,8% em 2022.
O que fazer para mudar
De acordo com o
Unicef, algumas ações são essenciais para melhorar o cenário e oferecer às nossas crianças a vida digna que
elas precisam. Entre elas estão:
· Priorizar investimentos em políticas sociais;
·
Ampliar a oferta de serviços e benefícios às
crianças e aos(às) adolescentes mais vulneráveis;
·
Implementar medições e o monitoramento das
diferentes dimensões da pobreza e suas privações por um órgão oficial do
Estado;
·
Promover a segurança alimentar e nutricional de
gestantes, crianças e adolescentes;
·
Promover e fortalecer oportunidades no ambiente
escolar e na transição de adolescentes para o mercado de trabalho, entre outras
estratégias.
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