Nas eleições de 2020 um a cada cinco eleitores tem 60 anos ou mais. O número representa o maior percentual do colégio eleitoral desde as eleições municipais de 1992. Ao todo, cerca de 30 milhões de pessoas com idade a partir dos 60 anos devem ir às urnas para escolher um representante na prefeitura e um na câmara municipal. Apesar de representarem uma parcela significativa do eleitorado de 2020, a maior porcentagem de pessoas aptas a votar nos dias 15 e 29 de novembro estão na faixa de 45 a 59 anos, o que indica uma tendência para que o número de idosos nas próximas eleições continue aumentando.
Eleições 2020 têm maior número de idosos votantes da história
Enquanto na média nacional os idosos representam 20% do número de eleitores, em alguns estados a média é ainda superior, como por exemplo no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, onde os eleitores acima dos 60 anos representam um em cada quatro cidadãos aptos ao voto, ou seja, 25% do colégio eleitoral dos estados. Em seguida os estados com maior número de eleitores com esse perfil se mantêm nas regiões Sul e Sudeste: Minas Gerais (23%); São Paulo (22%); Paraná (21%).
Em contrapartida os estados com a menor taxa de eleitores idosos aparecem nas regiões Norte e Nordeste, tendo como os quatro estados com o menor índice: Amapá (11,4%), Roraima (12,9%), Paraíba (13%) e Amazonas (13,5%). Todos os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Medidas de segurança na eleição
A alta no índice de idosos votando no Brasil coincide com um momento de risco para essa faixa-etária por conta da pandemia da Covid-19. Por isso o TSE divulgou alguns cuidados que serão adotados nos dias da votação, como por exemplo, o horário preferencial para os eleitores idosos votarem em suas sessões das 7h as 10h. Vale destacar que os cidadãos 60+ não terão exclusividade nesses horários, mas atendimento preferencial.
Existem outros cuidados que também devem ser adotados tanto pelos eleitores quanto pelos mesários, como por exemplo, o uso obrigatório das máscaras, a higienização constante das mãos, a não-realização do reconhecimento biométrico, entre outras medidas.


