Você gostaria de
fazer uma graduação em Psicologia EAD?
Se a resposta for sim, talvez você fique um pouco frustrado com a notícia que
trazemos. É que talvez não seja possível realizar esse desejo.
O Conselho
Federal de Psicologia (CFP), a Associação Brasileira de Ensino de Psicologia
(ABEP) e a Federação Nacional dos Psicólogos (FENAPSI) – em conjunto com entidades
nacionais representativas da área, incluindo todos os Conselhos
Regionais de Psicologia no Brasil, publicaram uma nota na qual reforçam sua
posição a favor da presencialidade dos
cursos de Psicologia.
Essa é uma
resposta à Portaria MEC nº 668/2022, recentemente alterada pela Portaria MEC nº
398/2023, que institui Grupo de Trabalho para apresentar subsídios voltados à
regulamentação de vários cursos de
graduação à distância, entre eles o de Psicologia.
O que dizem as entidades da Psicologia
De acordo com as
entidades, a Psicologia é uma área
complexa, e a formação de profissionais passa pelo desenvolvimento de
habilidades, valores, atitudes e de inúmeras competências igualmente complexas,
o que exige a vivência de experiências de caráter intrinsecamente relacional.
Ou seja, os estudantes precisam ter
contato com pessoas para se tornarem bons profissionais.
Além disso, as entidades da Psicologia evidenciam que
a formação também passa por uma diversidade de orientações
teórico-metodológicas, de práticas e de contextos de inserção profissional que
extrapolam a dimensão cognitiva, exigindo muito mais do que apenas assistir
aulas por meio de computadores.
Outra problematização
levantada pelo grupo é a oferta de 40% da carga horária total dos cursos na
modalidade EAD, mesmo nos cursos de
graduação presenciais, que foi proposta pela Portaria MEC nº 2.117 de 6 de
dezembro de 2019. Na sua visão, não se
pode formar psicólogos sem levar em conta os conhecimentos científicos da própria Psicologia, entre eles o de
que habilidades básicas na área, como as de acolhimento, comunicação e empatia,
só se desenvolvem a partir das repercussões emocionais provocadas pela presença
real do outro, ou seja, por meio das interações.
Para resolver a
situação, as entidades estão trabalhando para oferecer uma nova proposta ao
Ministério da Educação, reforçando a
importância da presencialidade no ensino da Psicologia.
Leia também: É
fácil arrumar emprego na área de Psicologia?
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