A vida de pessoas trans é repleta de desafios. Para se estabelecer como profissional, por exemplo, há percalços envolvendo a transfobia que vão desde a formação básica na escola, até o ingresso e a permanência em um emprego. Isso é o que revela a pesquisa realizada pelo projeto TransVida, do Grupo Pela Vidda, divulgada em dezembro de 2022.
De acordo com os dados obtidos, ficou claro que a transfobia reduz as possibilidades de acesso e de sobrevivência das pessoas trans, impedindo que elas tenham sua força de trabalho desenvolvida, bem como seus talentos e habilidades profissionais. Não é à toa que metade dos entrevistados relatou conviver com a depressão, e 60% deles já pensaram, inclusive, em suicídio.
Barreiras para acesso de pessoas trans ao emprego
São várias as barreiras que dificultam o acesso de pessoas trans ao mercado de trabalho. De acordo com a pesquisa, essas são as principais:
Preconceito
Apenas 15% das pessoas entrevistadas relataram ter trabalho com carteira assinada. Isso acontece porquê muitos empregadores ainda são levados pelo preconceito e evitam contratar pessoas trans. Soma-se a isso o fato de que quando as contratações são feitas, as particularidades desse público muitas vezes não são consideradas, e as pessoas trans acabam vivenciando hostilidades em ambientes de trabalho nada saudáveis.
Educação
Das pessoas entrevistadas, 10,2% decidiram abandonar os estudos após episódios de violência na escola. Essas agressões envolvem o desrespeito ao nome social, tortura psicológica, proibição do uso de banheiro adequado ao gênero e ainda a violência física propriamente dita. Isso faz com que as pessoas trans não tenham a formação adequada e, por isso, encontrem ainda mais dificuldade para se colocar no mercado de trabalho.
Saúde mental
Com tanta violência e dificuldades enfrentadas ao longo da vida, é de se esperar que as pessoas trans possuam uma saúde mental frágil. De acordo com a pesquisa, três em cada quatro participantes precisaram de apoio psicológico profissional, e a maioria já teve pensamentos suicidas. Essa situação se agrava ainda mais quando percebemos que a limitação do acesso à serviços de saúde de qualidade também contribui com as dificuldades enfrentadas pelas pessoas trans.
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*Com informações de Agência Brasil

