A insegurança alimentar no Brasil é uma realidade que atinge aproximadamente 61,3 milhões de brasileiros. Ela compromete a qualidade da alimentação, podendo ser classificada em leve, moderada e grave. Em contraste, o país desperdiça, todos os anos, 42% do seu abastecimento de comida, segundo uma pesquisa divulgada pela Food Law and Policy Clinic (FLPC) da Harvard Law School e a The Global FoodBanking Network (GFN), em parceria com o Sesc Mesa Brasil.
A falta de acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente para uma vida saudável, contraria os direitos humanos, uma vez que a alimentação e nutrição são requisitos básicos para a promoção e a proteção da saúde.
Como combater a insegurança alimentar?
O combate à insegurança alimentar inclui medidas adotadas por cidadãos comuns e pelo governo, nas esferas federal e regionalizadas. A conscientização contra o desperdício de alimentos deve começar em casa e na escola. No ambiente familiar, atitudes aparentemente simples como comprar somente o necessário - para evitar que os alimentos se estraguem com o tempo - e colocar no prato somente a quantidade suficiente são capazes de reduzir o desperdício de comida.
Na prática política, a implementação de ações públicas voltadas para a promoção da segurança alimentar é uma forma de combater essa triste realidade de desperdício. Exemplos são a adoção de políticas locais ou nacionais que exijam a doação de alimentos excedentes ou que imponham multas em dinheiro para quando alimentos saudáveis forem enviados para aterros em vez de enviados para pessoas necessitadas.
Incentivo à agricultura familiar
Para combater o desperdício de alimentos, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e representantes da Companhia Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) se reuniram, nessa quinta-feira (22). No encontro, o grupo tratou de possibilidades para combater o desperdício de alimentos, a partir de um trabalho de incentivo à agricultura familiar, cujo tipo de ação já é realizado no Programa de Aquisição de Alimentos, coordenado pelo MDS.
A proposta, que ainda está sendo elaborada, deve contemplar as famílias que vivem na área rural e têm a subsistência a partir de pequenas produções. Em dezembro de 2023, o órgão firmou parceria com a Rede de Bancos de Alimentos a fim de reduzir o desperdício de alimentos, desde a produção até a mesa das famílias.
Indústria de alimentos no Brasil abre milhares de postos de trabalho
Em 2023, o Brasil se consolidou como o maior exportador mundial de alimentos industrializados. No país, a indústria de alimentos abriu 70 mil novos postos de trabalho diretos e formais em 2023, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA). Juntamente os 280 mil postos indiretos, chega-se a 350 mil novos trabalhadores ao longo da cadeia produtiva do setor. O balanço anual da associação revela ainda que o número de trabalhadores diretos atingiu 1,97 milhão, registrando crescimento de 3,7% em relação a 2022.
Entre os profissionais que atuam na indústria de alimentos estão: Nutricionista, Engenheiro de Alimentos, Técnico em Nutrição e Dietética, Técnico em Controle de Qualidade e Técnico em Processamento de Alimentos.
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