A substituição das aulas presenciais por à distância durante a pandemia do novo coronavírus, no país, pegou de surpresa muitos estudantes e professores que não tiveram tempo de se preparar para as aulas em casa. Para ouvir a opinião desse público sobre as aulas na pandemia, o Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), vai disponibilizar um questionário on-line.
No documento, alunos e professores de todas as instituições de ensino superior das redes pública e privada que estavam matriculados ou lecionaram no primeiro semestre deste ano, em cursos presenciais, poderão contar suas experiências com as aulas durante a pandemia.
De acordo com o MEC, o questionário contém formulário específico para cada grupo: um para as instituições de ensino, que visa checar a adesão às aulas remotas e dados sobre evasão escolar; outro para os professores e um somente para os alunos. No caso desses dois últimos públicos, o questionário tem perguntas a respeito da suspensão das aulas e da oferta de ferramentas adequadas para as aulas em meios digitais.
Com as respostas, espera-se entender a percepção dos alunos e professores sobre a nova rotina de aulas e estudos, além de obter informações sobre as ferramentas e tecnologias utilizadas nas aulas transmitidas por vídeo.
Ainda conforme o MEC, alunos e professores devem receber o questionário por meio do e-mail cadastrado junto à instituição de ensino, a partir das 14h desta quarta (15) e devem responder até 31 de julho, excetuando-se as instituições de ensino superior credenciadas pelo MEC que já responderam ao questionário.
A Vice-Diretora do Colégio IEC em Campinas, SP, Ana Eliza Guimarães, conta que foi necessário fazer uma adaptação nos conteúdos das aulas, que precisaram ser modificados para a Educação A Distância (EAD). “Eu acho que escola alguma estava preparada para tal situação. Mas vejo que a grande maioria está se empenhando demais para dar o seu melhor. Entretanto, vale ressaltar que a experiência acumulada até o momento anterior à pandemia é de ensino presencial. Portanto, talvez pode-se trocar a palavra prejuízo por adaptações. Seria necessário, sim, fazer algumas adaptações”, afirma a vice-diretora.
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