Analfabetismo funcional é o nome dado à falta de capacidade que uma pessoa tem para interpretar textos e realizar operações matemáticas, mesmo sabendo ler e escrever. Essa dificuldade prejudica o desenvolvimento intelectual, pessoal e profissional do indivíduo.
De acordo com o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), a alfabetização pode ser classificada em quatro níveis: analfabetos, alfabetizados em nível rudimentar, alfabetizados em nível básico e alfabetizados em nível pleno. Os dois primeiros são considerados analfabetos funcionais enquanto indivíduos dos dois últimos grupos são considerados alfabetizados funcionais.
Analfabetismo no Brasil
Cerca de 29% da população brasileira tem analfabetismo funcional, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua Educação, do IBGE. A taxa vem diminuindo nos últimos 15 anos, de acordo com a Pnad.
Mas mesmo com a redução desse índice, o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf) aponta a presença de analfabetos funcionais inclusive nas universidades. Como consequência, essas pessoas encontram dificuldades para conseguir emprego, se qualificar na carreira e manter a vida financeira organizada.
A principal causa do analfabetismo funcional apontada por especialistas em educação é a descontinuidade da aprendizagem, quando o baixo índice de escolaridade e a má qualidade do ensino impossibilitam o aprendizado e aperfeiçoamento das técnicas básicas da alfabetização. Além disso, o analfabetismo funcional tem relação com o pouco hábito de leitura. Segundo a pesquisa “Retratos da leitura no Brasil”, divulgada em 2020, somente 52% dos brasileiros têm o costume de ler.
Como uma das soluções apontadas para que o analfabetismo funcional seja erradicado está o investimento no ensino básico de qualidade, infraestrutura das escolas e capacitação dos professores.
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Educação básica com bolsa de estudo
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