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CARREIRA

Burnout médico: sobrecarga de trabalho afeta profissionais da saúde

Conheça estratégias sobre como enfrentar essa condição de saúde mental
Burnout médico: sobrecarga de trabalho afeta profissionais da saúde

Um estudo divulgado pelo Censo de Demografia Médica do Conselho Federal de Medicina (CFM), revelou uma realidade preocupante para os profissionais da saúde no Brasil: mais de 30% dos médicos brasileiros estão sofrendo com o excesso de trabalho. Esta situação é especialmente comum entre os médicos mais jovens e os que atuam na rede pública de saúde, onde a pressão por resultados e o número reduzido de recursos são mais acentuados. Desde os primeiros dias na profissão, os residentes enfrentam múltiplas demandas e longas horas de plantão, contribuindo para agravar essa condição.


De acordo com o levantamento, um terço dos médicos entrevistados admitiu estar sobrecarregado em virtude do trabalho. Enquanto 54,6% relataram uma carga de trabalho adequada, 31,7% afirmaram estar enfrentando uma sobrecarga, e 13,7% indicaram que sua carga poderia ser ainda maior. Esses números impressionam e acendem um alerta vermelho para o setor no país. Os profissionais que se encontram nessa situação estão mais suscetíveis a distúrbios físicos e mentais, sendo a Síndrome de Burnout o mais preocupante deles.


O Burnout entre os profissionais de saúde


A Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Estresse Profissional, tem se tornado cada vez mais comum entre os médicos devido às intensas demandas e longas horas de trabalho. Seus sintomas incluem exaustão, insônias e até mesmo depressão. Os médicos plantonistas estão entre os mais vulneráveis, com quase metade deles realizando plantões em hospitais ou pronto-atendimento. Mais de 45% desses profissionais estão enfrentando essa realidade, sendo que 26,4% chegam a cumprir uma carga horária de 80 horas ou mais por semana.


Além dos efeitos físicos, o Burnout afeta também a qualidade do atendimento médico, tornando o contato com os pacientes mais impessoal e frio. O isolamento social e o desinteresse pela própria saúde são preocupações adicionais. Diante desse cenário alarmante, medidas preventivas como a gestão do tempo, a prática de exercícios físicos e a busca por uma boa qualidade de sono tornam-se fundamentais para preservar a saúde física e mental dos médicos e garantir um atendimento de qualidade aos pacientes.


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Fonte: Medicina S/A, Blog iClinic e Centrus Educa

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