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ESCOLAS

Celular em sala da aula afeta a aprendizagem de diversas formas, diz estudo

Países como Finlândia e Holanda proíbem o uso de celular em sala de aula
Celular em sala da aula afeta a aprendizagem de diversas formas, diz estudo

O uso do celular na sala de aula pode afetar a memória e compreensão dos assuntos, bem como distrair os alunos e levá-los a se envolver em atividades não relacionadas à escola, aponta o Relatório Global de Monitoramento da Educação 2023 da Unesco. Depois de usar o celular, os alunos podem levar até 20 minutos para se concentrar novamente na aula. Por esses motivos, o uso do celular na sala de aula é proibido em alguns países.


Atualmente, um em cada quatro países do mundo já proíbe ou tem políticas sobre o uso do celular em sala de aula, segundo estudo da Unesco divulgado nesta quarta-feira (26). 



Quais países proíbem o celular na sala de aula?


Países como Finlândia e Holanda anunciaram a proibição do uso de celular na sala de aula. Os smartphones foram banidos total ou parcialmente em México, Portugal, Espanha, Suíça, Estados Unidos Letônia, Escócia e em províncias do Canadá.


Países asiáticos e africanos são os que mais têm leis sobre o assunto, como Uzbequistão, Guiné e Burkina Fasso. Em Bangladesh, nem os professores podem usar o aparelho em sala. Na França, apesar da proibição, o celular pode ser usado por certos grupos de alunos, como os que têm deficiências ou quando está claro o uso pedagógico.


No Brasil, ainda não há lei que proíba o uso de celulares na sala de aula, mas algumas escolas têm regras próprias sobre o uso do aparelho e permitem ou não o uso de acordo com o objetivo e a idade do aluno.



Estratégias de aprendizagem 


Para a Unesco, os sistemas de ensino devem capacitar as pessoas a usarem as tecnologias digitais "com confiança para agregar valor às suas vidas pessoais e profissionais, para tratar o conteúdo de forma crítica, para se proteger de riscos e para agir com responsabilidade online para não prejudicar outros".


De acordo com o Relatório Global de Monitoramento da Educação 2023, cerca de 46% dos países já identificaram o que seriam as habilidades digitais para alunos, com planos e estratégias para a aprendizagem.


Na Dinamarca, algumas cidades baniram o uso do Google Workspace for Education e dos Chromebooks. Na Alemanha, produtos da Microsoft foram proibidos em alguns estados e instituições de ensino nos Estados Unidos passaram restringir o acesso ao TikTok e outras plataformas.



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Fonte: R7

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