Nos últimos anos os indicadores da educação básica no Brasil têm sido muito aquém, em comparação com resultados apresentados por outros países. De acordo com o ranking da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com 76 países – que avalia resultados de testes de matemática e ciências do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) – o Brasil ficou na 60ª posição.
Do ponto de vista de gestão governamental, nos últimos 3 anos o Ministério da Educação (MEC) acabou passando por cortes orçamentários em decorrência de diversos fatores, principalmente pela pandemia da Covid-19. Com isso, a pasta da educação do novo governo do presidente Lula é umas das que chamam atenção para o planejamento traçado para os próximos 4 anos.
Expectativa de atenção à educação no governo Lula
• Participação social
De acordo com o grupo de transição do governo, a recuperação das instâncias de participação social na área de educação é uma prioridade. Neste sentido, destaca-se a importância da recriação de uma série de comitês e comissões que foram extintos nos últimos anos, como o Comitê Permanente de Planejamento e Gestão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
• Valorização dos professores
Um dos grandes desafios que será enfrentado pelo novo governo está relacionado com a valorização dos docentes. Essa valorização passa pelas diferentes etapas de formação. Um dos pilares principais definidos pela equipe de transição é o de dedicação exclusiva a uma única escola. A ideia do ensino em tempo integral é defendida como prioridade número um entre equipe do governo federal e governadores estaduais.
• Foco na alfabetização
No plano de educação do novo governo, a opção é pela abordagem global ou construtivista, onde a criança é vista como construtora do conhecimento e o aprendizado do alfabeto ocorre de forma integrada com o uso social da leitura e escrita. Com isso, o foco do processo de alfabetização passará a ser feito de acordo com um embasamento científico.
• Atenção à alimentação escolar
De acordo com o planejamento do novo governo, o corte dos últimos anos que foram realizados na merenda escolar precisa ser consertado, principalmente levando em consideração a desigualdade de arrecadação dos governos estaduais e municipais. Através de um planejamento de governo com repasses federais.
• Inclusão em universidades
Outra prioridade do governo, dessa vez relacionada ao ensino superior, está na retomada de políticas de inclusão a grupos mais afastados dessa etapa de ensino. Para se ter uma ideia, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de pessoas pretas e pardas em instituição de ensino superior tem diminuído de 58% em 2019, para 51,8% em 2021.
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