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A Pequena Sereia negra: por que representatividade importa?

Versão do filme com uma atriz negra foi repudiada com comentários racistas
A Pequena Sereia negra: por que representatividade importa?

Um dos contos mais clássicos da Disney, A Pequena Sereia, vai estrear no cinema no dia 25 de maio de 2023 como live-action (quando o personagem é representado em forma humana). A notícia foi divulgada no começo do mês, mas dividiu opiniões por trazer como protagonista uma mulher negra.


A Pequena Sereia (1989) conta a história de Ariel, uma princesa sereia, que sonha em desbravar o mundo dos humanos. Na forma de desenho, a sereia foi apresentada ao público como uma mulher branca com longo cabelo ruivo.


Para a nova versão do filme, a atriz escolhida para interpretar a pequena sereia foi a atriz e cantora americana Halle Bailey, de 23 anos. Desde que o primeiro trailler do live-action foi liberado, Halle tem sofrido ataques racistas nas suas redes sociais com mensagens de rejeição por causa da sua cor. Por outro lado, também recebeu apoio de meninas e meninos emocionados por se sentirem representados em personagens famosos. 



O que é representatividade?


Representatividade é a expressão dos interesses de um grupo. Assim, quando se fala em representatividade de raça ou etnia trata-se da forma de representar tudo o que diz respeito a um povo. 


A ausência de representatividade em determinadas profissões e espaços faz com que outras pessoas não se enxerguem com capacidade de pertencimento. Por exemplo, a falta de pessoas negras em cargos de gestão torna-se um limitante para outra pessoa negra se enxergar nessa posição. Por isso, questionamentos da nova geração estão trazendo uma nova visão para a  importância da representatividade e diversidade em diversos âmbitos.


Ter pessoas negras como protagonistas em filmes e desenhos é uma mobilização recente, pois o racismo estrutural impõe ao negro um personagem de serviçal ou antagonista. Como exemplo, das  12 princesas oficiais da Disney, apenas uma delas, Tiana, do filme A Princesa e o Sapo, é negra. Ainda assim, ela aparece em forma de sapo durante a maior parte do tempo.



Por que a representatividade é importante?


Os desenhos e filmes infantis são a fonte de imaginação das crianças e proporcionam desenvolvimento e descoberta de representatividade, mas na maioria das produções estão personagens brancos interpretando papéis os quais as crianças negras e de outras etnias não se veem representadas.


Em seu livro “A criança e o seu mundo”, o renomado médico e psicanalista Donald Woods Winnicott, referência no estudo do comportamento infantil, destaca que a percepção da criança sobre o mundo à sua volta molda o seu futuro.


Essa percepção acontece em estágios e faixas etárias diferentes. O desenvolvimento da memória e da imaginação, por exemplo, ocorre no estágio pré-operacional, que vai de 2 a 7 anos de idade. Nessa fase é importante ajudar na construção da formação infanto-juvenil com representações em contos, desenhos e literatura porque quando a representatividade vem a partir das histórias infantis traz referência e admiração sobre o assunto desde cedo. 


Outro estudo, este feito pelo Instituto NeuroSaber, afirma que os contos e desenhos infantis ajudam crianças na construção de valores e comportamento diante da sociedade. Por isso é tão importante que elas se vejam representadas nessas produções.



Educação com bolsa de estudo


Oferecer uma educação de qualidade para as crianças é importante para proporcionar uma formação construtiva que vai abrir muitas portas no futuro delas. Para isso, conte com bolsas de estudo. Acesse o site do Educa Mais Brasil, confira as bolsas disponíveis e invista no futuro da próxima geração da sua família.


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Fonte: CNN, Terra e Poder da Escuta

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