Escrever é uma tarefa que está presente
na vida dos estudantes e de profissionais de algumas áreas de atuação. O ato,
no entanto, pode ir além da obrigação e fazer parte da nossa rotina como uma
medida de saúde.
A ciência
explica. Pesquisas que vêm sido realizadas há vários anos já evidenciaram que o
ato de escrever por quatro dias seguidos,
ainda que textos curtos sobre experiências traumáticas e perturbadoras, e
também sobre pensamentos e sentimentos, faz com que as pessoas precisem menos
de atendimento médico num período de seis meses, independente da causa.
Um estudo,
publicado no Journal of Consulting and
Clinical Psychology, por exemplo, tentou entender o impacto da escrita na melhora da saúde das pessoas. A ideia
era identificar as alterações no trabalho dos glóbulos brancos, e assim
descobrir como isso impactava o sistema imunológico.
Segundo os
pesquisadores, a escrita realmente melhorou a resposta dos linfócitos T,
fazendo com que eles se replicassem mais rápido. Assim, os indivíduos tiveram
melhorias na saúde, principalmente aqueles que escreveram sobre assuntos que
não tinham contado para ninguém, exercendo assim a chamada escrita terapêutica.
A escrita para além dos traumas
Não é todo mundo
que está disposto a encarar
seus traumas de frente, e a verdade é que ninguém é obrigado a fazer isso.
Mas especialistas destacam que a escrita cotidiana também traz inúmeros
benefícios para a nossa vida, sem necessidade de revisitar o passado.
Segundo estudo
realizado pela revista Journal of
Experimental Psychology, tarefas simples que envolvem a escrita, como fazer
listas de afazeres, já trazem benefícios para a nossa saúde mental. No caso das listas, elas auxiliam a memória e podem
trazer sensação de alívio quando são completas.
A escrita também
permite uma maior reflexão sobre os
acontecimentos do dia. É por isso que tem pessoas que fazem diários,
principalmente quando estão viajando (tem até um gênero literário próprio para
essas produções: a literatura
de viagem).
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