Menos empresas estão oferecendo vagas home office. Em 2021, mais da metade das companhias brasileiras adotava o trabalho à distância de forma parcial ou total, mas ao fim de 2022 a quantidade caiu para menos da metade (32,7%), de acordo com uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O levantamento confirma o que diz outra pesquisa, esta feita pelo LinkedIn Economic Graph, que mostra que a oferta de vagas home office anunciadas na plataforma está diminuindo. De acordo com essa pesquisa, as ofertas de vagas remotas na plataforma em fevereiro do ano passado eram de 38,99%. Um ano depois, essas vagas são quase 25% das oportunidades publicadas no LinkedIn.
Diversos fatores contribuíram para o retorno gradual aos escritórios, como o distanciamento de interação sentido pelos colaboradores. Mas apesar disso, o Brasil ainda se mantém à frente de outros países na oferta de vagas remotas, como o Estados Unidos (12,21%), Índia (21,91%) Reino Unido (10,62%) e Espanha (16,63%).
De acordo com a pesquisa, os setores que mais apresentaram queda na oferta de vagas remotas foram a agropecuária e transporte. Em oposição estão as áreas de administração e serviços de suporte (com 47,59% das oportunidades), serviços profissionais (42,29%), educação (29%), tecnologia, informação e mídia (26,17%) e administração pública (20,96%) como as que ofertaram mais vagas remotas no Brasil nesse ano.
Por que as empresas não querem o home office?
Um estudo chamado Working From Home Around The World identificou que dois dos principais motivos para que as empresas não queiram adotar o home office definitivamente são o fato de muitos colaboradores não possuírem as condições necessárias para realizar o trabalho remoto e também porque as empresas acreditam que a produtividade irá diminuir longe do escritório.
Porém, estatísticas chamam a atenção para a necessidade das empresas começarem a aceitar melhor o home office ou trabalho híbrido para reter talentos, que é um dos problemas enfrentados atualmente pelo mercado de trabalho.
Uma pesquisa realizada pela Robert Half, empresa global de recrutamento, revelou que 50% dos trabalhadores americanos preferem se demitir do que serem forçados a voltar ao escritório em tempo integral. E essa tendência de demissão em massa na volta ao trabalho presencial é uma movimentação que também vem acontecendo em outros países como o Brasil.
Entre os profissionais que mais buscam vagas home office está a Geração Z, com mais de 30% das candidaturas para este tipo de trabalho. Os Millennials aparecem em seguida, com cerca de 26% das candidaturas, enquanto a Geração X teve 19% das candidaturas enviadas para oportunidades de trabalho remoto.
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