Você sabia que o Burnout, geralmente associado à Síndrome de Burnout, uma doença do trabalho, também pode atingir estudantes?
Especialistas da área de saúde mental apontam que é possível apresentar os sintomas da Síndrome de Burnout, mesmo sem estar trabalhando. E como os estudantes vivem sob pressão, principalmente os matriculados em cursos intensos, como os de Medicina e Arquitetura, por exemplo, ou ainda aqueles que estão se preparando para vestibulares e concursos, tem se tornado cada vez mais comum que eles apresentem, também, a condição.
A Síndrome de Burnout é definida como um distúrbio emocional que resulta da realização diária de trabalhos desgastantes fisicamente e/ou emocionalmente. A causa é justamente o excesso de trabalho, a vivência em ambientes muito competitivos e ainda a falta de resultados positivos (valorização profissional, aumento salarial e/ou boas notas, por exemplo) frente aos esforços feitos nas atividades.
Sintomas do Burnout em estudantes
Como estão muito focados em conseguir a aprovação, os estudantes acabam se sentindo esgotados fisicamente e mentalmente devido a carga horária excessiva de estudos, e também por causa das cobranças (consigo e dos outros com eles). A pandemia da Covid-19 também intensificou esses casos, pois gerou ainda mais ansiedade, medo e alterações nas rotinas de estudo.
Nos estudantes, os sintomas do Burnout costumam ser:
- Insônia
- Desânimo
- Isolamento
- Baixa autoestima
- Irritabilidade
- Apatia
- Tristeza excessiva
- Dores de cabeça frequentes
- Esgotamento
Leia também: Qual a diferença entre doença do trabalho e doença profissional?

Como se recuperar do Burnout?
Vale para os estudantes o mesmo que é válido para os profissionais esgotados: descanso. A vontade de realizar um sonho pode ser tão grande que tirar um momento para descansar pode acabar ficando fora dos planos, mas ele é essencial para a manutenção de uma vida saudável, tanto do ponto de vista físico quanto do mental.
Sendo assim, para se recuperar de um quadro de esgotamento, o ideal é buscar o equilíbrio. É importante ter hora para estudar e descansar, momento de foco e também para praticar exercícios físicos e dormir. A alimentação também conta bastante. De acordo com os médicos, uma dieta equilibrada é essencial para “voltar aos eixos”.
Lembrando que tanto o diagnóstico quanto o tratamento do Burnout devem ser feitos por médicos especializados. Ter apoio médico, psicológico e social é essencial nesse processo.
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