A desigualdade de gênero na ciência no Brasil é evidente, à medida que as profissões progridem, é possível identificar a queda da participação feminina na maior parte dos campos de conhecimentos, sobretudo na área de exatas, aponta um levantamento feito pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Atualmente, as mulheres nas ciências representam apenas 28% dos pesquisadores no mundo, segundo relatório da Unesco, agência da Organização das Nações Unidas (ONU).
Nesse contexto, uma das questões mais discutidas atualmente no meio acadêmico é a maternidade, ainda vista como uma barreira para a entrada ou permanência de mulheres na pós-graduação no Brasil.
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Desigualdade de gênero na ciência
Conforme estudo da Uerj, em apenas 34% das áreas as mulheres alcançam equidade ou são maioria entre os docentes da pós-graduação. Em relação ao mestrado-doutorado-docência de acordo com as áreas do conhecimento foi possível verificar que ainda há uma desigualdade grande de gênero quando se compara o contingente de mulheres nas chamadas “ciências duras”, tais como física, matemática e engenharias, tidas como “masculinas”, e aquelas tidas como “femininas”, como nutrição, enfermagem e serviço social.
Por outro lado, houve aumento geral, ainda que discreto, da participação das mulheres com mestrado (2%), doutorado (3%) e na docência (5%) em diversas áreas do conhecimento no país, de 2004 a 2020.
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